Uso de crack é considerado problema grave em Alpinópolis

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Um levantamento publicado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), por meio do portal “Observatório do Crack”, aponta que o problema causado pelo uso do crack em Alpinópolis é atualmente classificado com “alto”. O estudou levou em consideração os impactos causados pela droga nas áreas de educação, assistência social, saúde e segurança. Os assuntos relacionados ao crack ganharam força em todo o país nos últimos dias por conta das polêmicas ações, levadas a cabo pela Prefeitura de São Paulo, na região conhecida como Cracolândia.

O banco de dados da CNM classifica os problemas ligados ao consumo do crack nas categorias “alto”, “médio” e “baixo”. Na região os municípios de Fortaleza de Minas, Itaú de Minas, Passos, Pratápolis e São Sebastião do Paraíso estão na mesma situação de Alpinópolis, ou seja, também tiveram o problema mensurado como “alto”.

Nas cidades de Bom Jesus da Penha, Capetinga, Delfinópolis, Nova Resende, Piumhi, São João Batista do Glória e São Roques de Minas o problema foi apontado como “médio”. Já em Capitólio, Carmo do Rio Claro, Guapé e São José da Barra, o problema é considerado “baixo”.

Se somados todos os níveis de contratempos relativos à droga, chega-se à conclusão de que ela está presente em, pelo menos, oito de cada dez municípios brasileiros (78,5%). O número pode estar subestimado, já que 945 municípios (17%) não responderam. Somente 5% (252) informaram não ter problemas relacionados. Conforme a CNM, o impasse é agravado pela inexistência de políticas públicas exclusivas voltadas para cidades de pequeno porte, onde a incidência tem sido mais agressiva.

Os dados colhidos evidenciam o fato de que as cidades menores, como Alpinópolis, têm sido campo fértil para a proliferação deste tipo de entorpecente. O baixo preço da droga, o alto poder de dependência e a ausência de políticas públicas eficazes ajudam a explicar o avanço deste nefasto fenômeno.

A CNM, por meio do projeto “Observatório do Crack”, tem a finalidade de auxiliar o poder público no combate ao problema, captando e mantendo informações atualizadas, por município, sobre a situação real da circulação e consumo da droga.

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