Reforma da Praça da Matriz gera polêmica em Alpinópolis com notificação ao Lanches Feijãozinho

A decisão da Prefeitura de Alpinópolis de iniciar a reforma da Praça Osvaldo Américo dos Reis, conhecida como Praça da Matriz, abriu um debate que vem dividindo a opinião da população. A obra, que está orçada em R$ 1.571.510,69, contará com R$ 1 milhão em repasse do Estado de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Governo (SEGOV), e uma contrapartida de R$ 571.510,69 do município.

O projeto prevê a modernização de toda a estrutura da praça, incluindo a construção de um banheiro feminino no espaço atualmente ocupado pelo estabelecimento Lanches Feijãozinho, tradicional ponto de encontro dos moradores há mais de quatro décadas. Como parte da execução da obra, a prefeitura notificou, nesta quarta-feira (24), os proprietários para que desocupem o local no prazo de 48 horas. Além disso, o alvará de funcionamento foi cassado pela administração.

O episódio trouxe à tona diferentes posicionamentos. De um lado, os responsáveis pelo Lanches Feijãozinho alegam que a medida é arbitrária e que não houve abertura de diálogo ou processo administrativo prévio. Afirmam ainda que a história do estabelecimento está profundamente ligada à memória afetiva da cidade e defendem o direito de permanecer no espaço até que a Justiça se pronuncie em definitivo sobre a situação.

Veja nota de esclarecimento publicada pelo estabelecimento:

Já a prefeitura argumenta que a reforma é resultado de um convênio firmado com o Estado de Minas Gerais, que possui prazos definidos e que não pode sofrer atrasos sob risco de comprometer a execução do recurso. A administração municipal destaca que a Justiça local julgou improcedente o pedido de usucapião do espaço feito pela empresa, reforçando que a área é de titularidade do município. Ressalta também que o alvará poderá ser restabelecido assim que o estabelecimento se instale em outro ponto considerado adequado.

Veja nota de esclarecimento publicada pela Prefeitura de Alpinópolis:

A controvérsia mobilizou moradores, divididos entre a defesa da preservação de um negócio visto como parte da identidade cultural de Alpinópolis e a necessidade de revitalização da principal praça da cidade. Enquanto o prazo de desocupação corre, o impasse entre tradição e modernização segue alimentando o debate público local.

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