O Tiro-de-Guerra em Alpinópolis (1941)

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O tiro-de-guerra é uma instituição militar do Exército Brasileiro, encarregada de formar reservistas para esta força nacional. Sua origem remonta ao ano de 1902, com o nome de linhas de tiro, e a partir de 1916, no impulso da pregação de Olavo Bilac em prol do serviço militar obrigatório, se expande consideravelmente. Logo muitos municípios passaram a manifestar interesse em sediar esse tipo de organização militar, porém, de forma estratégica, apenas as cidades maiores de cada região conseguiam. Uma dessas sedes foi estabelecida em Passos, no ano de 1940, o que permitiu a extensão de seu atendimento a Alpinópolis no ano seguinte.

Alpinópolis, um município recém-emancipado, com uma população inferior a dez mil habitantes, recebia três vezes por semana um sargento chamado Luiz Lopes de Souza, do TG 04-014, sediado em Passos, para ministrar instruções teóricas e práticas. No entanto, o serviço no município foi breve e durou apenas um ano.

O juramento à bandeira ocorreu em 1942, em frente à Igreja Matriz de São Sebastião, com salva de tiros e animado pela banda de música composta pelo Sô Lúcio (maestro), Vitor da Tota, Nenen Saturnino, Joaquim Norato, Joãozinho da Tota, Benedito Padeiro e Zezé do Adelino.

As porta-bandeiras foram a dona Conceição Brasileiro, dona Lilia Faria, dona Ambrosina Pimenta (Zinoca) e dona Leonor de Paula. A rainha do tiro-de-guerra foi dona Julia Pimenta e o baile da coroação na casa da Chica Venda, que ficava na Avenida Governador Valadares.

As reuniões do tiro-de-guerra eram realizadas na residência de dona Samira, casa espaçosa, e o treinamento acontecia nas ruas, preferencialmente na praça, atrás da igreja. O campo de tiro se situava nas proximidades do Baependi, no “pastinho do Quinca da Sá Rita”, local atualmente ocupado pelo Parque de Exposições Vicente José Freire.

Entre os alistados, alguns nomes dos que serviram com a farda verde: Joaquim Ivo de Paula (Quinzinho Batista), Dermival Azevedo, João Barqueiro, Jorge Moreira, Osmar Ribeiro, Job (Joca), Geraldo Vilela Lemos (Geraldo Ziquinha), Tomé Viana Vilela (Tomezinho), Jairo Cabral Kraüss, Osvaldo Martins (Osvaldinho), Omar do Zequinha Adolfo, José Cabula, Antônio do José Cabo Verde, Antônio Salum, João Pimenta (Curunga), Joaquim Ribeiro Silva, Vicente do Antenor, Sebastião do Antenor, Joaquim Cota, Sebastião Evaristo, Nêm do Mário Mezêncio, Neca Rodrigues, Antônio Leonel, Onofre Alves Vilela, Zico Alexandre, Osvaldo Alcebíades, João Ribeiro Sobrinho (Danga), entre outros. Alguns alpinopolenses serviram em Três Corações.

 

Referência Bibliográfica: LOPES, José Iglair. História de Alpinópolis: nos séculos XVIII, XIX e XX, até 1983/José Iglair Lopes; colaborador: Dimas Ferreira Lopes. – Belo Horizonte: O Lutador, 2002

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