Cotidiano

Segundo IBGE, Alpinópolis tem um dos piores PIB per capita da região

Claudio Krauss
Segundo IBGE, Alpinópolis tem um dos piores PIB per capita da região

Dados divulgados no final do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que Alpinópolis registrou um dos menores PIB per capita (por habitante) da região em 2016, último período averiguado. O município ficou com a 15ª posição entre 21 cidades do Sudoeste de Minas apresentando um valor de R$17.599,27.

O PIB per capita de um município é a divisão da riqueza total da cidade pela sua quantidade de habitantes. Ele mede quanto, do total produzido, “cabe” a cada morador do município se todos tivessem partes iguais. É um indicador de bem-estar. Cidades e países com o PIB per capita maior tendem a ter qualidade de vida mais alta e mais acesso aos serviços públicos.

No âmbito regional, Alpinópolis só ficou na frente de Capetinga (R$17.298,50), Nova Resende (R$16.813,68), Pratápolis (R$16.754,93), Guapé (R$16.420,76), São João Batista do Glória (R$16.408,19) e Jacuí (R$14.543,85).

A cidade melhor colocada na região foi São José da Barra, que alcançou um PIB per capita de R$76.908,93 – quatro vezes maior do que o de Alpinópolis. Em seguida aparecem Ibiraci (R$45.869,23), Itaú de Minas (R$30.473,33), Bom Jesus da Penha (R$29.691,89), Claraval (R$28.481,64), Delfinópolis (R$23.846,48), Capitólio (R$23.317,35), São Sebastião do Paraíso (R$23.236,56), Fortaleza de Minas (R$22.730,79), Carmo do Rio Claro (R$20.757,70), São Tomás de Aquino (R$20.699,68), São Pedro da União (R$20.456,13), Passos (R$20.221,63) e Cássia (R$19.249,26).

Alpinópolis, em comparação com as demais localidades de Minas Gerais, encontra-se na 277ª posição entre os 853 municípios do estado. Já comparada com cidades de todo o Brasil, sua colocação é a 2.498ª num universo de 5.570 municípios.

No quesito trabalho e rendimento, os mais recentes números mostram que o ganho médio mensal em Alpinópolis é de 1,8 salários mínimos. A proporção de pessoas ocupadas – com carteira assinada – em relação à população total é de apenas 13,6%. Considerando domicílios com rendimentos mensais de até meio salário mínimo por pessoa, o município tem cerca de 1/3 da população nessa condição sendo, portanto, considerada uma cidade pobre.