Cotidiano

Reforma da Praça da Matriz gera polêmica em Alpinópolis com notificação ao Lanches Feijãozinho

Claudio Krauss
Reforma da Praça da Matriz gera polêmica em Alpinópolis com notificação ao Lanches Feijãozinho

A decisão da Prefeitura de Alpinópolis de iniciar a reforma da Praça Osvaldo Américo dos Reis, conhecida como Praça da Matriz, abriu um debate que vem dividindo a opinião da população. A obra, que está orçada em R$ 1.571.510,69, contará com R$ 1 milhão em repasse do Estado de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Governo (SEGOV), e uma contrapartida de R$ 571.510,69 do município.

O projeto prevê a modernização de toda a estrutura da praça, incluindo a construção de um banheiro feminino no espaço atualmente ocupado pelo estabelecimento Lanches Feijãozinho, tradicional ponto de encontro dos moradores há mais de quatro décadas. Como parte da execução da obra, a prefeitura notificou, nesta quarta-feira (24), os proprietários para que desocupem o local no prazo de 48 horas. Além disso, o alvará de funcionamento foi cassado pela administração.

O episódio trouxe à tona diferentes posicionamentos. De um lado, os responsáveis pelo Lanches Feijãozinho alegam que a medida é arbitrária e que não houve abertura de diálogo ou processo administrativo prévio. Afirmam ainda que a história do estabelecimento está profundamente ligada à memória afetiva da cidade e defendem o direito de permanecer no espaço até que a Justiça se pronuncie em definitivo sobre a situação.

Veja nota de esclarecimento publicada pelo estabelecimento:

Já a prefeitura argumenta que a reforma é resultado de um convênio firmado com o Estado de Minas Gerais, que possui prazos definidos e que não pode sofrer atrasos sob risco de comprometer a execução do recurso. A administração municipal destaca que a Justiça local julgou improcedente o pedido de usucapião do espaço feito pela empresa, reforçando que a área é de titularidade do município. Ressalta também que o alvará poderá ser restabelecido assim que o estabelecimento se instale em outro ponto considerado adequado.

Veja nota de esclarecimento publicada pela Prefeitura de Alpinópolis:

A controvérsia mobilizou moradores, divididos entre a defesa da preservação de um negócio visto como parte da identidade cultural de Alpinópolis e a necessidade de revitalização da principal praça da cidade. Enquanto o prazo de desocupação corre, o impasse entre tradição e modernização segue alimentando o debate público local.