Cotidiano

Levantamento mostra que cesáreas superam partos normais em Alpinópolis

Claudio Krauss
Levantamento mostra que cesáreas superam partos normais em Alpinópolis

Números disponibilizados pelo Departamento de Informática do Sistema Nacional de Saúde (Datasus) mostram que em Alpinópolis o total de partos feitos na modalidade cesárea superou o número de partos vaginais. Na cidade a taxa de nascimentos realizados por meio de cirurgia possui um índice muito superior à recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 15%.

Enquanto pesquisas científicas apontam que o parto normal é mais seguro para a saúde da mãe e do bebê, os índices obstétricos de Alpinópolis indicam que boa parte das genitoras ainda prefere passar pelo procedimento cirúrgico.

Segundo o último levantamento do Datasus, cujo ano base é 2017, dos 228 nascimentos acontecidos na cidade 136 foram por cesariana, um índice de 59,6%. Os partos normais foram 92, o que equivale a 40,4% do total.

Para o obstetra Demis Deufraro, que atua em cidades da região, em alguns lugares o alto índice de optantes pela cesárea pode ter relação com o acompanhamento antes do parto. “Acredito que a falta de orientação no pré-natal é um dos quesitos que contribua para esses números. Além do mais, a falta de uma equipe multiprofissional pode fazer com que as mulheres prefiram as cesarianas”, disse.

Da mesma forma, o obstetra lembrou que o parto normal é melhor para a mãe e para o recém-nascido, tendo em vista de que a recuperação é mais rápida, o que permite que a mãe possa cuidar logo do bebê e, o mais importante, sem dor. Outro ponto positivo é o menor risco de infecção da mulher, porque há menor intensidade no sangramento e a criança tem menos risco de apresentar problemas respiratórios.

No Sudoeste de Minas mais da metade dos municípios, a exemplo de Alpinópolis, apresenta número de cesáreas superior aos partos normais. O maior índice é registrado em Capitólio (78,2%), seguido por Piumhi (77,6%), São Roque de Minas (74,6%) e Vargem Bonita (73,7%). Já nas cidades de São Tomás de Aquino, São José da Barra, Passos, Fortaleza de Minas e Claraval os partos vaginais superam o número de cesarianas.