Boca no Trombone

Mães reclamam do atendimento na pediatria da Prefeitura de Alpinópolis

Claudio Krauss
Mães reclamam do atendimento na pediatria da Prefeitura de Alpinópolis

Moradora de Alpinópolis se diz revoltada com o atendimento médico e as péssimas condições dos locais onde as pessoas cadastradas na Saúde Pública do município são recebidas. O relato é de uma mãe que na semana passada procurou o posto de saúde mantido pela Prefeitura Municipal. “Estive na tarde desse dia 11 de novembro no novo local de atendimento para a pediatria e fiquei até assustada. Depois que fechou a Casa da Vacina e Pediatria, no mês passado, todos os atendimentos foram transferidos para o ambulatório José Brasileiro e este lugar não é adequado como o anterior, que era exclusivo para as crianças. A minha espera para ser atendida foi mais de duas horas e meia com um bebê de colo. Havia mais de 30 mães com seus filhos esperando atendimento e todas, sem exceção, criticavam o novo padrão de serviço adotado pela Prefeitura Municipal. O local não é arejado e não há sequer um ventilador, deixando mães e crianças suando em bicas. Além da superlotação que obrigava muitas pessoas a esperarem de pé porque não tinha banco para todos se sentarem. O ambulatório visivelmente não comportava tanta gente e estava com o piso estragado, colocando em risco quem transitava no local por conta do desnível. Nós que somos mães e dependentes do sistema de saúde pública para nossos filhos, classificamos essas mudanças como um retrocesso na saúde municipal”, descreveu.

PREFEITURA EXPLICA

A prefeitura esclarece que “não fechou nenhum posto de saúde, pois todos os atendimentos estão sendo feitos conforme preconizados pelo Estado e Ministério da Saúde, portanto o cidadão está enganado quando diz que a gestão retrocedeu nos atendimentos, visto que hoje todos os atendimentos estão sendo descentralizados para as unidades de saúde, afim de garantir o princípio da acessibilidade, ou seja, saúde mais perto dos cidadãos, o que não era garantido com a centralização dos atendimentos. Em todas as visitas técnicas realizadas por auditorias, sempre houve a cobrança dessa descentralização, o que só agora foi possível de ser feita, o atual momento frente à educação permanente de nossos profissionais, a fim de a descentralização ocorrer sem quaisquer prejuízos. Quanto ao piso estragado, já estamos providenciando a reforma. Quanto ao excesso de crianças, havia também um grande número de atendimentos, não ficando diferente da atual situação. Há coordenadores nos serviços de saúde e que a população pode encontra-los para esclarecer sobre esses assuntos, e fazer suas colocações, a fim de que a gestão possa trabalhar para sempre melhorar o atendimento”.

Fonte: Folha da Manhã (Edição nº 9.502, pag. 06 – 15/11/2015)