Estudo revela que Alpinópolis é pouco vulnerável a efeitos negativos do clima

alpinopolis_mg_tribunaalpinaSegundo pesquisa realizada pela Fundação Estadual de Meio Ambiente (FEAM) o município de Alpinópolis possui vulnerabilidade relativamente baixa aos efeitos negativos do clima O estudo inédito no país considera 28 indicadores econômicos e socioambientais para avaliar os impactos das mudanças climáticas nos municípios.

O Índice Mineiro de Vulnerabilidade Climática (IMVC) é formado por três parâmetros: a sensibilidade, a exposição e a capacidade de adaptação local às mudanças climáticas e seus impactos. Com isto, a ferramenta permite medir se os municípios de Minas Gerais são suscetíveis ou incapazes de lidar com os efeitos negativos do clima.

Conforme a avaliação, Alpinópolis apresenta alta sensibilidade às mudanças climáticas. Este parâmetro avaliou indicadores municipais como a taxa de famílias inscritas no Cadastro Único do programa Bolsa Família (7,93%), participação da agropecuária no Valor Adicionado Fiscal (28,85%), taxa de mortalidade infantil (0%), proporção de internações por doenças transmitidas pela água (2,8%), grau de urbanização (81,08%), índice de cobertura vegetal (12%) e disponibilidade hídrica classificada como excelente.

Por outro lado, o índice aponta que Alpinópolis tem exposição relativamente baixa às adversidades do clima e possui capacidade moderada de adaptação aos impactos. Por isso, no resultado final o município ficou classificado como tendo vulnerabilidade relativamente baixa aos efeitos negativos do clima.

Para medir a exposição às mudanças climáticas, foram considerados dados locais como a taxa média de perdas econômicas decorrentes de eventos extremos, número de pessoas atingidas, declarações de estado de emergência ou calamidade pública, ocorrência de enchentes ou seca e registro de focos de incêndio.

Já a capacidade de adaptação levou em conta o percentual do orçamento municipal destinado às ações ambientais, saneamento e saúde, bem como a taxa de emprego formal e renda per capita da cidade.

MINAS GERAIS

Em Minas Gerais, 78% das cidades têm alta sensibilidade às mudanças climáticas e 15% dos municípios estão em áreas de vulnerabilidade extrema. O índice detectou, também, que mais da metade das cidades mineiras tem capacidade relativamente baixa de se adaptar às mudanças do clima e seus efeitos.

O IMVC foi desenvolvido em parceria com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). O objetivo é prever os riscos gerados pela vulnerabilidade às mudanças climáticas nos municípios mineiros e fornecer subsídios para o planejamento de ações, com a criação de políticas públicas para prevenir danos e adaptar as cidades às mudanças do clima.

A partir de 2016, a FEAM fará chamadas públicas para adesão de municípios interessados em receber apoio técnico estadual no desenvolvimento de estratégias e políticas públicas focadas na questão ambiental.

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