Nos últimos 12 anos, Alpinópolis observou um crescimento significativo no número de pessoas vivendo sozinhas. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o município registrou um aumento de 78,9% nos lares unipessoais entre 2010 e 2022. No último censo, realizado em 2022, o total de domicílios com apenas um morador chegou a 1.170, contra 654 na década anterior. Esse número representa quase 10% dos 6.595 lares ocupados na cidade.
O grupo de idosos, pessoas com 60 anos ou mais, constitui a maior parcela desses moradores solitários, somando 605 indivíduos, o que representa mais da metade do total. Em seguida, estão os habitantes entre 40 e 59 anos, com 373 lares unipessoais. Juntas, essas duas faixas etárias representam mais de 83% dos lares ocupados por apenas uma pessoa na cidade.
Entre os mais jovens, o número é bem menor: apenas 31 pessoas entre 18 e 24 anos moram sozinhas em Alpinópolis, enquanto menores de 17 anos têm apenas um caso registrado na cidade.
A tendência não é exclusiva de Alpinópolis. Em toda a região do Sudoeste de Minas, composta por 27 municípios, houve um aumento de aproximadamente 70% nos lares unipessoais na última década, atingindo 33.737 domicílios com um único morador em 2022, cerca de 19,7% do total de lares.
Diante desse cenário, o prefeito Rafael Freire destacou a importância de pensar políticas públicas voltadas para essa realidade, especialmente para atender às necessidades dos idosos que vivem sozinhos.
Ele ressaltou que o aumento expressivo desse tipo de domicílio demanda novos olhares do poder público para questões de segurança, saúde e assistência social, visando oferecer melhores condições para que esses cidadãos possam viver com dignidade e qualidade de vida.
O prefeito também indicou que, diante das transformações demográficas, a prefeitura busca “adequar a rede de serviços e fortalecer o suporte comunitário para os moradores que optam, ou que circunstancialmente acabam, vivendo sozinhos.”
