Os acusados pelo assassinato do policial militar Antônio Marcos de Aguiar, o cabo Aguiar, ocorrido no ano passado, foram sentenciados pelo juiz Cesar Rodrigo Iotti, da Comarca de Alpinópolis. Três homens participantes do crime tiveram suas penas definidas em decisão proferida pelo magistrado no dia 26 de janeiro. Já um menor, também envolvido, está sendo julgado em processo separado, segundo preceitua a legislação.
Cabo Aguiar foi morto a tiros, na noite de 07 de julho de 2015, durante uma tentativa de assalto em um bar localizado no bairro Rosário, mais precisamente na Rua Capitão Joaquim Bento. O policial, que estava em seu dia de folga, encontrava-se no citado estabelecimento quando, por volta das 22h, Michel Barbosa de Souza, de 19 anos, usando capacete e portando arma de fogo, entrou no local e tentou se apossar das chaves da motocicleta do militar, com o intuito de roubar o veículo. Durante a ação criminosa o PM foi atingido por dois projéteis de revólver, sendo um na cabeça e outro no braço direito, vindo a falecer no local.
O autor contou com a colaboração do menor E. B. A. S., de 17 anos, que aguardava do lado de fora em outra moto para auxiliar na fuga; de Renan da Silva Araújo, de 21 anos, que teria emprestado a referida moto para a prática do crime e de Felix da Silva Melo Gomes, de 19 anos, que, após o assassinato, teria auxiliado Michel com o objetivo de preservá-lo escondido.
Na oportunidade, equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil, com apoio de um helicóptero, realizam desde as primeiras horas após o crime, um pente fino na cidade com o intuito de localizar e prender os envolvidos. O menor foi apreendido e Renan foi preso em flagrante, já Michel, que conseguir fugir e se esconder, foi preso no dia seguinte em um matagal nas proximidades da estrada vicinal que dá acesso ao bairro rural da Prata. Durante as buscas o autor dos disparos contava com o suporte de Felix que, ciente de toda a empreitada criminosa, contribuía para mantê-lo foragido.
Michel e Renan foram condenados, cada um, a 20 anos de prisão em regime fechado. Já Felix recebeu pena de apenas um mês, podendo cumpri-la em regime aberto, que consiste em prestação pecuniária equivalente ao pagamento de um salário mínimo. Cabe recurso nas sentenças.
Coincidentemente o assassinato do militar alpinopolense ocorreu no mesmo dia em que a presidente Dilma Rousseff sancionou lei que torna crime hediondo e qualificado o assassinato de policiais e integrantes das Forças Armadas, com penas que variam de 12 a 30 anos de prisão, além de endurecer a condenação em casos de lesão corporal à categoria.
