Apenas 19 lares em Alpinópolis são compostos por casais do mesmo sexo, segundo IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quando divulgou os dados do Censo 2022 sobre a configuração dos lares em Alpinópolis, revelou que a cidade conta com apenas 19 domicílios onde o responsável e o cônjuge são do mesmo sexo, o que o equivale a apensas 0,29% dos 6.595 lares do município. O percentual é considerado pequeno sendo inferior à média de Minas Gerais (0,43%) e à do Brasil (0,54%), o que mostra uma presença ainda discreta de uniões homoafetivas na cidade.

Os dados evidenciam que o predomínio local é de casais heterossexuais, com 4.243 lares formados por cônjuges de sexos diferentes, o que representa 64,3% do total. Outros 2.333 domicílios (35,4%) não possuem cônjuges, e dentro desse grupo, os lares unipessoais (onde as pessoas vivem sozinhas) correspondem a 17,74% das residências.

Na análise regional, o levantamento indica uma baixa expressão dos casais homoafetivos no Sudoeste de Minas, composto por 27 municípios. No total, a região soma 694 lares com casais do mesmo sexo, sendo que Alpinópolis responde por 2,74% desse total. Em outras localidades próximas os números são ainda menores, como Jacuí, Vargem Bonita, Bom Jesus da Penha e Claraval, que apresentam entre 1 e 5 domicílios com essa configuração. Já o município de Doresópolis não registrou sequer um caso de residência com casais homossexuais.

Especialistas apontam que essa baixa proporção em municípios menores acompanha um padrão nacional, já que centros urbanos tendem a concentrar percentuais mais altos de casais homoafetivos. Fatores como mudanças culturais graduais e barreiras de autodeclaração também podem influenciar os resultados. Ainda assim, o Censo 2022 confirma uma diversificação crescente dos arranjos familiares no Brasil.

Esse retrato de Alpinópolis, feito pelo IBGE, reforça a predominância do modelo conjugal heterossexual e o peso das residências sem cônjuge, ao mesmo tempo em que evidencia a presença — ainda que bastante discreta — de lares com casais do mesmo sexo, refletindo transformações sociais que se consolidam de forma lenta, porém contínua, na cidade.

Em resumo, os dados ajudam a compreender melhor como estão organizadas as famílias alpinopolenses. O levantamento mostra mudanças na configuração dos lares que vêm acontecendo de forma gradual na cidade ao longo dos anos, acompanhando transformações sociais que ocorrem em todo o país.

Ainda que o modelo tradicional de família continue sendo largamente predominante em Alpinópolis, observa-se também a presença de outras formas de composição doméstica, como os próprios lares com casais homossexuais, os que são formados por uma só pessoa, outros que possuem apenas casais sem filhos e ainda aqueles somente constituídos por parentes que vivem juntos.

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