Alpinópolis firmou-se como um dos principais municípios usuários do Hospital Regional do Câncer (HRC) de Passos, acumulando 56.416 atendimentos entre 2010 e julho de 2025, segundo dados fornecidos pela própria instituição.
No total de pacientes tratados e acompanhados, a cidade aparece com 795 registros, ocupando o 4º lugar entre as 128 cidades atendidas — posição que chama atenção pelo porte populacional do município, ficando atrás apenas de Passos, São Sebastião do Paraíso e Piumhi. O volume e a constância dos atendimentos mostram uma comunidade que, ano após ano, mantém presença ativa e significativa no hospital.
Os dados disponibilizados pela instituição mostram quais são os tipos de câncer mais frequentes entre os moradores de Alpinópolis. O destaque absoluto é o câncer de pele, responsável por 371 casos, ou 47% de todos os diagnósticos registrados. Depois aparece o câncer de próstata, com 125 casos (16%), seguido pelos tumores de mama, com 66 registros (8%), e de colo retal, com 56 registros (7%).
Outros tipos, como os de colo do útero, cabeça e pescoço, bexiga, tireoide e linfomas, surgem em menor proporção, mas compõem o mosaico de casos acompanhados pelo HRC junto à população de Alpinópolis ao longo de sua história.
O padrão etário dos pacientes reforça o peso da doença nas faixas mais avançadas, sendo que cerca de 70% dos usuários têm entre 50 e 79 anos, período em que os diagnósticos se acumulam e o fluxo entre Alpinópolis e Passos se intensifica. A distribuição por gênero é equilibrada, com 49% dos atendidos sendo do sexo feminino e 51% do sexo masculino. Além disso, 29% dos pacientes são fumantes ou ex-fumantes, reforçando a importância do controle do tabagismo na cidade, já que o problema configura um fator de risco para a doença.
Esse conjunto de números revela que, embora pequena, Alpinópolis ocupa posição central no cenário oncológico regional. A elevada procura pelo HRC, somada ao perfil detalhado dos tipos de câncer mais incidentes, ajuda a compreender como a doença se manifesta entre os habitantes do município.
Para a comunidade de Alpinópolis, o HRC se consolidou como uma peça fundamental em sua rotina de saúde. É onde que se confirmam diagnósticos, se iniciam tratamentos e se garantem acompanhamentos contínuos. No entanto, é importante ressaltar que a cooperação é recíproca, já que, desde sua construção, a população alpinopolense tem sido um pilar de apoio para a instituição, mantendo até os dias de hoje uma tradição de solidariedade por meio de promoção de campanhas, eventos e doações pessoais.
