Na noite da última quinta-feira, 18 de setembro, o Clube Serra Verde, em Alpinópolis, foi palco de uma celebração marcada pela emoção, pela poesia e pela memória. Amigos, familiares, colegas e admiradores se reuniram para o lançamento póstumo de Amora-Namora, terceira obra da professora e escritora alpinopolense Helena de Oliveira Freire Rodrigues, carinhosamente conhecida como Lena do Té. O evento também marcou o anúncio oficial da criação do Instituto Cultural Helena Freire, que nasce com a missão de preservar e difundir o legado da autora.
Helena Freire completaria 80 anos neste ano. Mesmo após sua partida, em abril, sua presença foi sentida em cada momento do evento. O decorrer da cerimônia contou com músicas de acolhida e clássicos da MPB, embaladas pela interpretação de Marilda Paim. Em seguida, uma mensagem especial destacou o desejo da escritora de lançar Amora-Namora justamente em 2025, ano em que completaria oito décadas de vida.

A noite também foi marcada pela participação de amigos de diferentes trajetórias profissionais e pessoais, que encontraram na poesia um elo com a homenageada. Em leituras de poemas de Helena e em textos escritos especialmente para a ocasião, médicos, professores, profissionais da saúde e estudiosos da história deram voz ao afeto que guardavam por ela, traduzindo em palavras a admiração e a saudade. O momento mais emocionante veio com a fala do filho caçula, Heleno Freire, que resgatou lembranças íntimas e reforçou a força literária e humana da mãe.
A exibição de fotos e vídeos trouxe de volta passagens inesquecíveis da vida de Helena, reforçando a importância de sua produção literária. O encerramento foi marcado pela celebração simbólica dos 80 anos da escritora, com música, bolo e homenagens finais. Foi nesse momento que o Instituto Cultural Helena Freire foi oficialmente anunciado pelo filho José Rodrigues Freire Filho, o Tezinho. Inspirado na sensibilidade poética e no amor pela educação que marcaram sua trajetória, o instituto se propõe a promover oficinas de escrita, eventos literários, palestras educativas e projetos de incentivo à leitura, com atenção especial às crianças e jovens.
Diversos participantes, entusiasmados com o anúncio da criação do instituto, foram enfáticos ao dizer que, como nos versos de Amora-Namora, que transportam o leitor a um universo de sonhos, lembranças e afetos, a entidade nasce com a missão de cultivar novos leitores e escritores, perpetuando o legado de uma educadora que fez da poesia um instrumento de transformação e resistência.
Durante seu pronunciamento, Tezinho ressaltou que, com o lançamento de Amora-Namora e a criação do instituto, Alpinópolis não apenas homenageia a vida da mãe Helena Freire, mas também firma o compromisso de manter viva sua palavra, sua arte e sua contribuição para a literatura e a educação.
