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Salário do professor: descaso com a educação!

problemas-educacaoA Prefeitura de Alpinópolis prepara-se para lançar Edital de concurso visando preenchimento de novos cargos efetivos com vagas para eletricista, contador, operador de máquina pesada, pedreiro, coveiro, professor de recurso e professor de apoio. Os salários variam entre R$ 1091,88 e R$ 3.098,00.

Por incrível e absurdo que pareça, os salários mais baixos são para os cargos de professores para os quais se exige “graduação em normal ou superior ou pedagogia e especialização em educação especial”.

Corrupção que maltrata nossa cidade, nosso estado, nosso país

ventania_corrupçãoUm das declarações mais polêmicas da famigerada Operação Lava-Jato foi a afirmação do advogado do lobista Fernando Baiano de que no Brasil “não se faz obra pública sem acerto”. Para que o leitor fique esclarecido, o termo “acerto” significa pagamento de propina. O povo brasileiro precisa analisar friamente, longe dos sensacionalismos midiáticos, esta bombástica manifestação e ponderar se a mesma é totalmente verdadeira, parcialmente verdadeira, se foi feita apenas para justificar as irregularidades praticadas pelo cliente do dito advogado ou se todas as hipóteses são cabíveis. Seja qual for a resposta, o certo é que o país precisa estender a sua indignação com a rapinagem na Petrobrás, a maior estatal brasileira, para os pequenos assaltos cometidos aos cofres públicos em pequenas localidades, como a nossa, que acabam sendo aceitos passivamente. Parece que a tal da cultura da corrupção, apoiada em motes malditos como “todo mundo que entra lá rouba”, “rouba, mas faz” ou “na política é assim mesmo”, entrou definitivamente para a normalidade e em Alpinópolis não é diferente.

O COMÉRCIO DOS VOTOS EM ALPINÓPOLIS

voto comprado ventania

Os primeiros prefeitos alpinopolenses não foram eleitos pelo povo e sim nomeados. Isso porque a emancipação se deu durante a Ditadura Vargas, época em que os mandatários municipais eram indicados por interventores federais ou governadores estaduais. A primeira eleição por aqui foi realizada no dia 23 de novembro de 1947, com chapa única, por meio de um acordo político que elegeu como prefeito o Dr. Luiz Introncaso Filho (PTB) e como vice Horácio Pereira Damásio (UDN). Devido a divergências administrativas, cerca de três meses depois, o novo prefeito renuncia e assume o vice. Esse imbróglio causa uma reviravolta no cenário eleitoral alpinopolense e propicia a formação de duas representações partidárias fortes: o Bloco do PSD e o Bloco da UDN, que ficaram conhecidas respectivamente como PIMENTA e JILÓ e, por incrível que pareça, permanecem vivas até hoje. Desde então esses dois blocos políticos se alternam no comando da cidade e fazem o que podem (e o que não podem) para tomar ou manter o poder.

FANTASMA DA VIOLÊNCIA VOLTA A ASSOMBRAR ALPINÓPOLIS

VIOLENCIA ALPINOPOLISQuando a esperança de uma trégua na onda violência, vivenciada em 2013, parecia ser possível, Alpinópolis é novamente assombrada por crimes de causar inveja a bandidos de facções criminosas das capitais. Em 2014 a cidade já presenciou um latrocínio, ocorrido em fevereiro, e duas execuções a bala, uma ocorrida em abril e a outra recentemente. São assassinatos, assaltos a mão armada, espancamentos e outros crimes considerados violentos que incrementam as estatísticas e colocam nossas autoridades de sobreaviso.

SER ALPINÓPOLIS OU SER VENTANIA?

Por Ricardo Lima

A história de nossa terra é repleta de causos, sendo alguns hilários, já outros vergonhosos. Mas o que mais me deixou surpreso, dia deste, foi observar atentamente a diferença entre dois gêneros de cidadãos que aqui residem, quando concluí que existe, sim, uma dicotomia entre seus habitantes, que gera um abismo de personalidades.

Quem nasceu em Alpinópolis vive dizendo que “aqui não tem nada para fazer”. Quem nasceu em Ventania, pelo contrário, levanta cedo, precedendo o nascer do sol, tomando um bom café quentinho e logo parte para seu labor, sendo que na maioria das vezes somente volta para casa ao entardecer, e o dia corre tanto, mas tanto, que nem dá para perceber que ele se foi.