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Professor Telles, o primeiro educador de Alpinópolis

Ilustração de uma escola de primeiras letras
Fonte: Contreras (1895)

Na Ventania, fundada em 1779, apesar das reformas implantadas pelo Marquês de Pombal – que expulsou os jesuítas do Brasil (1759), então responsáveis pela educação no território nacional – os moradores recebiam, basicamente no formato de catecismo, lições oferecidas pelos membros do clero atuantes no local, principalmente os padres da Diocese de São Paulo, da qual o arraial fez parte até 1900. A história da educação em Alpinópolis se resumiu a essas instruções rudimentares, ministradas por religiosos, por quase 70 anos. A primeira escola do arraial foi estabelecida em 1850 com a chegada do professor Telles.

Período escravagista no arraial de São Sebastião da Ventania

O território onde atualmente fica a sede do município de Alpinópolis está ocupado desde 1779, portanto, há cerca de 239 anos. Como a abolição da escravatura no Brasil aconteceu em 1888, é natural que os fazendeiros do arraial de São Sebastião da Ventania também fossem proprietários de escravos. E por aqui havia muita gente escravizada. Em 1840, por exemplo, a população local era composta por 1.973 habitantes, dos quais 1.475 eram livres e 498 cativos. Ou seja, mais de 1/4 dos moradores da freguesia eram escravos.

VENTANIA, O ARRAIAL DO TOCO

Foto do ano de 2001 mostra Antônio Valeriano Filho no local do TOCO, atualmente final da Rua Aracaju, no Rosário.

Foto do ano de 2001 mostra Antônio Valeriano Filho no local do TOCO,
atualmente final da Rua Aracaju, no Rosário.

Por volta de 1924, uma estrada entre Ventania e Passos foi improvisada no leito do corredor para a passagem do “Fordinho de Bigode” pertencente a José Sebastião Moreira, conhecido por Nonzé, filho do Prof. José Bernardino de Vasconcelos, morador em Passos. O Fordinho era equipado com três pedais para marchas, rodas com raias de madeira, buzina de fora, capota conversível. As peripécias da viagem de Passos a Ventania foi contada por Antônio Gonçalves Sallum e publicada no jornal Correio dos Alpes em 30 de abril de 1988.