Salário do professor: descaso com a educação!

problemas-educacaoA Prefeitura de Alpinópolis prepara-se para lançar Edital de concurso visando preenchimento de novos cargos efetivos com vagas para eletricista, contador, operador de máquina pesada, pedreiro, coveiro, professor de recurso e professor de apoio. Os salários variam entre R$ 1091,88 e R$ 3.098,00.

Por incrível e absurdo que pareça, os salários mais baixos são para os cargos de professores para os quais se exige “graduação em normal ou superior ou pedagogia e especialização em educação especial”.

Em minha opinião, para satisfazer as necessidades fundamentais de uma família, o pedreiro ou o coveiro deveriam ganhar os 3.098 reais (ou mais) mensais, mas considerando a capacidade de orçamento do município e a relativa carga horária, não posso admitir que a nobre função de professor, a profissão que forma todas as demais profissões, tenha o menor salário dentre os cargos a serem criados. Há também que considerar que além da carga normal de trabalho, o professor necessita se dedicar em trabalhos extras fora do horário de aula e se manter atualizado, estudando e realizando cursos de especialização.

A Presidente Dilma disse em seu discurso de posse que iria priorizar a Educação mas com total falta de coerência com o discurso, determinou os maiores cortes de orçamento para esta pasta neste ano.

Além de outros males, por conta destas repetidas políticas educacionais governamentais equivocadas e desastrosas   é que no último exame do ENEM mais de 500 mil alunos tiraram nota ZERO na redação e o resultado em matemática que já era muito ruim no ano anterior, em 2014 piorou.

O resultado é desastroso e extremamente preocupante, porém, está sendo considerado normal para os políticos e governantes, pois não se percebem atitudes concretas para as mudanças necessárias e tampouco a sociedade está participando e mobilizando efetivamente para mudar e cobrar atitudes de mudanças deste quadro.

Deveríamos nos espelhar no exemplo da Coreia do Sul, que com definição e aplicação de política educacional séria, com priorização de fato em educação transformou em 40 anos uns pais pobre e atrasado em um país rico e desenvolvido.

Com honrosas exceções em alguns municípios e estados brasileiros, esse descaso reflete o baixo nível de educação, cultura e de cidadania de nosso povo, a baixa produtividade industrial, a falta de profissionais qualificados, falta de competitividade internacional e um sem número de prejuízos para o país.

Sugiro ao Prefeito contribuir para reverter este quadro caótico de educação do país e rever este salário do Professor municipal e também definir uma política municipal de meritocracia para os profissionais de ensino.

É preciso valorizar nossos professores! Todos sabem o quanto eles foram e são importantes em nossas vidas pessoais e profissionais e para o nosso país!

Paulo Jorge Ribeiro




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