Psicóloga de Alpinópolis apresenta prática inovadora em fórum internacional de saúde mental

A psicóloga Pollyanne Gonçalves Freire Silva Rosa apresentou, no último dia 13 de abril, em São Paulo, durante o “I Fórum Internacional de Novas Abordagens em Saúde Mental Infantojuvenil”, algumas práticas clínicas, de sua autoria, que utilizam a literatura como ferramenta estratégica para atuação junto a crianças e adolescentes.

A profissional alpinopolense, que é especialista em teoria e clínica psicanalítica, representou o município neste importante evento que teve como objetivo discutir e debater demandas relativas ao público infantojuvenil com transtorno mental. O tema da explanação foi: “Conto e aumento um conto… Contando com a Literatura Infantil como bisturi na clínica psicanalítica”, onde o bisturi, conhecido instrumento de atuação invasiva na medicina, é usado como alegoria na abordagem.

A psicóloga fundamentou sua estratégia na teoria do educador Paulo Freire e demonstrou, com um recorte de um caso clínico, maneiras de se apropriar da literatura infantil como ferramenta de trabalho, agindo como um verdadeiro “bisturi clínico” para operar com os impasses subjetivos, os sintomas e as narrativas apresentados pelas crianças na contemporaneidade, potencializando uma elaboração benéfica do conflito psíquico, à medida que indiretamente e projetivamente a arte provoca o sujeito a contar de si.

Atuante no Sistema Único de Saúde (SUS) de Alpinópolis, exercendo suas funções no PSF José Hipólito da Silva, além de seu consultório particular, Pollyanne Rosa inovou ao detalhar as aplicações pertinentes à sua técnica, mostrando como as narrativas literárias atemporais se constituem em uma nova e eficaz abordagem de promoção de saúde mental de jovens e crianças.

O “I Fórum Internacional de Novas Abordagens em Saúde Mental Infantojuvenil” foi realizado na capital paulista nos dias 13 e 14 de abril, tendo como finalidade discutir e debater aspectos voltados ao público composto por crianças e adolescentes com transtorno mental.

A idealização desse fórum advém de articulações entre profissionais de saúde, professores, da IMHCN (International Mental Health Collaboration Network), do CENAT (Centro Educacional Novas Abordagens Terapêuticas), usuários e familiares.

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