Moradores são surpreendidos com muro construído no meio da rua em Alpinópolis

muro3A construção de um muro vem deixando pensativos os moradores e incomodando a administração do município de Alpinópolis. Não se trata de um muro erguido em um lugar qualquer, mas sim no meio de uma pequena rua que liga duas importantes vias no centro da cidade. A construção passou a bloquear o trânsito na tarde da última quinta-feira (03) e muitos cidadãos estão sem compreender direito o que está acontecendo.

Quem transita pelo trecho que marca o início da Avenida Governador Valadares com o intuito de fazer a convergência à esquerda e sair na Rua Monsenhor João Pedro, tem sido surpreendido ao se deparar com o muro que já ocupa boa parte da via. A maioria da população, que desconhece o fato, fica sem entender o que realmente vem ocorrendo e se mostra indignada com a inusitada construção.

O muro está sendo levantado em uma pequena travessa paralela ao Córrego Biquinha, entre a Governador Valadares e a Monsenhor João Pedro, no centro de Alpinópolis. Porém, o que muitos pensavam ser uma rua comum, pertencente ao município, é na verdade um terreno particular usado como via pública há décadas.

Há algum tempo os proprietários do imóvel, residentes em Franca/SP, decidiram regularizar a situação e, segundo consta, procuraram a Prefeitura de Alpinópolis com o intuito de encontrar uma solução, seja para que efetuasse sua compra ou para que parasse de utilizar o local como via pública, deixando-o disponível para ser comercializado. Não havendo acordo os donos resolveram murar o lote e a interrupção vem provocando transtornos nas imediações, uma vez que esse trecho da avenida passou a ser um beco sem saída e tem obrigado motoristas, inclusive de caminhões, a executar um retorno muitas vezes difícil de ser realizado, já que a via é estreita nesse ponto.

Na tarde da última sexta-feira (04) foi realizada uma reunião entre o advogado Ricardo Evangelista Azevedo, representante dos proprietários do terreno, e o prefeito Júlio Cesar Bueno da Silva, o Júlio Batatinha (PTB), buscando alternativas para resolver o problema. O prefeito se posicionou dizendo não estar de acordo com o acontecido e que, por isso, decidiu acionar a Justiça visando paralisar o que chamou de “arbitrariedade” dos donos do imóvel. Já os proprietários, segundo o advogado, afirmam terem ciência de que o terreno serve há muitos anos como rua, mas que requerem seus direitos, uma vez que o lote é devidamente escriturado e consta no documento a definição de suas medidas exatas.

Sem chegar a uma solução definitiva a prefeitura acionou o Judiciário requerendo uma liminar para que um espaço, suficiente para a passagem de veículos, fosse mantido no local. O pedido foi acatado pelo juiz plantonista Cesar Rodrigo Iotti e, até que seja feita análise apurada do caso, o imóvel permanece com a construção parcial do muro, porém permitindo que uma parte siga sendo utilizada como via pública.

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