Ministério Público alerta sobre divulgação de documento falso em Alpinópolis

Um documento falso, atribuído ao Ministério Público de Alpinópolis, começou a circular pelas redes sociais na tarde desta quarta-feira (06). Trata-se de um suposto pedido de providências à autoridade policial em função de “listas”, contendo nomes de pessoas da cidade com adjetivações pejorativas. O órgão, além de esclarecer a ilicitude do documento, ainda comunica que deverá adotar medidas pertinentes para apurar o responsável por esse crime de falsidade documental.

Recentemente, algumas listas intituladas “Os mais Injuado da Ventania” começaram a ser propagadas pelo aplicativo de mensagens WhatsApp e ganharam grande repercussão na cidade. Em virtude do fato, o documento falso parece ter sido forjado – contendo inclusive o timbre do MPMG da Comarca e a assinatura da promotora Larissa Brisola Brito Prado – com o objetivo de conter a difusão, possivelmente por alguém que julga ter sido prejudicado.

O documento falso leva, inclusive, a assinatura da promotora Larissa Prado.

O documento falso, por contar com boa redação e citar dispositivos do Código Penal Brasileiro, ganhou contornos de verdadeiro e passou a ser compartilhado freneticamente em vários grupos de WhatsApp da cidade. Tal fato chegou rapidamente ao conhecimento do órgão ministerial da Comarca que se apressou em emitir a seguinte nota oficial:

“O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) esclarece que documento veiculado nas redes sociais sobre pedido da Promotoria de Justiça de Alpinópolis de instauração de inquérito policial para a apurar os responsáveis por crime de injúria praticado em ‘listas’ que circulam em grupos de WhatsApp da cidade é falso. O documento, que possui o timbre do MPMG e a assinatura da representante deste órgão na comarca, não foi elaborado pela Promotoria de Justiça.

Registre-se que os crimes de injúria, calúnia e difamação são de ação penal privada, de modo que cabe ao ofendido tomar as medidas que entender cabíveis junto às esferas cível e criminal.

O MPMG informa que serão adotadas as medidas pertinentes para apurar o responsável pelo crime de falsidade documental/ideológica, tanto por meio da requisição de instauração de inquérito policial, como também pela solicitação de apoio da Coordenadoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos MPMG”.

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