Mães reclamam do atendimento na pediatria da Prefeitura de Alpinópolis

Ambulatório José BrasileiroMoradora de Alpinópolis se diz revoltada com o atendimento médico e as péssimas condições dos locais onde as pessoas cadastradas na Saúde Pública do município são recebidas. O relato é de uma mãe que na semana passada procurou o posto de saúde mantido pela Prefeitura Municipal. “Estive na tarde desse dia 11 de novembro no novo local de atendimento para a pediatria e fiquei até assustada. Depois que fechou a Casa da Vacina e Pediatria, no mês passado, todos os atendimentos foram transferidos para o ambulatório José Brasileiro e este lugar não é adequado como o anterior, que era exclusivo para as crianças. A minha espera para ser atendida foi mais de duas horas e meia com um bebê de colo. Havia mais de 30 mães com seus filhos esperando atendimento e todas, sem exceção, criticavam o novo padrão de serviço adotado pela Prefeitura Municipal. O local não é arejado e não há sequer um ventilador, deixando mães e crianças suando em bicas. Além da superlotação que obrigava muitas pessoas a esperarem de pé porque não tinha banco para todos se sentarem. O ambulatório visivelmente não comportava tanta gente e estava com o piso estragado, colocando em risco quem transitava no local por conta do desnível. Nós que somos mães e dependentes do sistema de saúde pública para nossos filhos, classificamos essas mudanças como um retrocesso na saúde municipal”, descreveu.

PREFEITURA EXPLICA

A prefeitura esclarece que “não fechou nenhum posto de saúde, pois todos os atendimentos estão sendo feitos conforme preconizados pelo Estado e Ministério da Saúde, portanto o cidadão está enganado quando diz que a gestão retrocedeu nos atendimentos, visto que hoje todos os atendimentos estão sendo descentralizados para as unidades de saúde, afim de garantir o princípio da acessibilidade, ou seja, saúde mais perto dos cidadãos, o que não era garantido com a centralização dos atendimentos. Em todas as visitas técnicas realizadas por auditorias, sempre houve a cobrança dessa descentralização, o que só agora foi possível de ser feita, o atual momento frente à educação permanente de nossos profissionais, a fim de a descentralização ocorrer sem quaisquer prejuízos. Quanto ao piso estragado, já estamos providenciando a reforma. Quanto ao excesso de crianças, havia também um grande número de atendimentos, não ficando diferente da atual situação. Há coordenadores nos serviços de saúde e que a população pode encontra-los para esclarecer sobre esses assuntos, e fazer suas colocações, a fim de que a gestão possa trabalhar para sempre melhorar o atendimento”.

 

Fonte: Folha da Manhã (Edição nº 9.502, pag. 06 – 15/11/2015)

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