Estudantes realizam passeio pedagógico em fazenda centenária de Alpinópolis

Basta falar de uma visita à zona rural para que logo venha à mente uma paisagem retratando a natureza e o sossego do campo. Mas a vida na roça guarda, também, muitas outras surpresas. Em uma região com economia predominantemente agropecuária, cuja história foi escrita dentro das cercas de tradicionais propriedades rurais, conhecer as origens de cada uma delas se torna fundamental para que a memória não se perca no tempo.

A Fazenda Quilombo, em Alpinópolis, é um desses lugares. Foi a esta propriedade centenária que a professora Vaninha Vilela, do 3º ano do Ensino Fundamental do Instituto Educacional Padre Ubirajara Cabral (IEPUC), levou seus alunos para que pudessem aprofundar os conhecimentos adquiridos sobre patrimônio cultural, que é parte da matéria de História, ministrada durante a primeira etapa na escola.

Lembranças do passado, histórias guardadas nos lugares, objetos antigos e principalmente a conservação de um patrimônio genuinamente familiar, foram temas vivenciados pelos estudantes durante o passeio pedagógico realizado nesta sexta-feira (03). A fazenda, pertencente ao senhor Valdomiro Paim de Oliveira (Miro), está situada às margens da rodovia BR-265, entre Alpinópolis e Carmo do Rio Claro.

A propriedade segue produtiva e atualmente é tocada pela quinta geração da família. Não se sabe exatamente quando o casarão da sede foi construído, no entanto há um documento – datado de 1912 – no qual é informado que pertencia ao carmelitano Joaquim Bento de Carvalho e sua esposa Maria Cristina de Oliveira Carvalho (Dinha), essa natural do então arraial de São Sebastião da Ventania.

Posteriormente foi vendida ao genro Thomé Vilela dos Reis, casado com Maria Silvéria de Carvalho Vilela (Mariquinha), que por sua vez também vendou a seu genro José de Oliveira Lemos (Sô Zeca), casado com Francisca Silvéria Lemos (Donda). Com a morte de Donda, as terras passaram para o filho Antônio de Oliveira Sobrinho (Antônio do Sô Zeca) chegando, por fim, às mãos do neto Miro, atual proprietário.

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