Enfermeiro alpinopolense cria vídeo educativo sobre a sífilis

O alpinopolense Policardo Gonçalves da Silva, enfermeiro do Ambulatório Escola da Faculdade de Enfermagem de Passos (Ambes), criou recentemente um vídeo educativo com o intuito de informar a população sobre as formas de prevenção, diagnóstico e tratamento da sífilis. O material é um dos resultados de seu processo de mestrado, denominado “Assistência de enfermagem para prevenção e manejo da sífilis: validação de material educativo”, orientado pela professora Soraia Assad Nasbine Rabeh.

O vídeo intitulado “Educação em saúde para prevenção e manejo da sífilis” está disponibilizado no canal do Youtube da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto e traz uma simulação de uma consulta onde o paciente/ator está com suspeita de contração da infecção.

Segundo Policardo, a linguagem do vídeo é simples e foi pensada para aqueles que não são profissionais da saúde. O roteiro foi todo produzido com recomendações definidas pelo Ministério da Saúde, sendo validado por um comitê de especialistas na temática e por técnicos especialistas em vídeo e comunicação audiovisual e submetido a um estudo com 11 usuários do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) de Passos. 

Policardo contou que o principal objetivo é oferecer à população um material educativo atual, com base nas recomendações científicas promovendo a conscientização sobre a sífilis. “Espero que o material educativo facilite o entendimento acerca da infecção, que pode ser tratada e curada. Buscamos também mostrar para todos que é importante fazer com que o usuário do serviço de saúde participe do seu tratamento/acompanhamento, que ele desenvolva o autocuidado, se sinta responsável por si mesmo. Vivemos em um universo tecnológico, onde o acesso à informação nessas diversas plataformas digitais é privilegiado e com um alcance recorde em um curto período de tempo”, afirmou.

De acordo com o enfermeiro, ainda há muito desconhecimento sobre a infecção por parte da população e de profissionais da saúde. “Acredito ser importante tratar de um tema como a sífilis, devido à situação epidemiológica que estamos vivenciando e retratando, por meio de uma (consulta de enfermagem de um caso clínico fictício simulado), facilitaria o entendimento por parte de quem tiver acesso ao material educativo, por meio das diversas mídias e redes sociais”, finalizou.

Em Alpinópolis, segundo um boletim epidemiológico divulgado pelo Departamento Municipal de Saúde no início do ano, a sífilis contaminou 33 pessoas e fez um bebê como vítima fatal em 2017. Neste período, conforme a divisão de vigilância epidemiológica local, foi observado um aumento significativo na quantidade de casos em relação a 2016, quando houve apenas três registros na cidade. Esse crescimento, que mostrou uma progressão no número de casos superior a 10 vezes de um ano para o outro, colocou as autoridades municipais em alerta.

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Fonte: Folha da Manhã

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