Encenação da Paixão de Cristo deve reunir dez mil pessoas em Alpinópolis

Tradicional em Alpinópolis, a encenação da Paixão de Cristo na Semana Santa é uma das principais da região e é feita há mais de 15 anos na cidade. Este ano, a apresentação vai ser realizada às 16h da quinta-feira (18) e sexta-feira (19) no Monte das Oliveiras.

O Grupo Teatro do Oprimido Monte das Oliveiras é responsável pela encenação de “Paradoxos da Paixão” e conta com mais de cem pessoas na montagem, entre elas, o elenco, coordenação, prestadores de serviços e mão de obra voluntária. O elenco é composto por 25% de adultos, 25% de crianças e 50% são adolescentes.

Em janeiro deste ano foi iniciado o processo de preparação da peça. O grupo discutiu o texto, contexto da temática, a criação dos personagens, os apoios, parcerias e patrocinadores e a realização, em si, em encontros. O espetáculo foi escrito, roteirizado e dirigido pelo responsável técnico do projeto, José Geraldo da Silva, ou como é mais conhecido, Zgê Geraes.

Segundo o diretor, a expectativa é que dez mil pessoas passem pelo Monte das Oliveiras nos dois dias de apresentação, para contemplar o local e para assistir à peça. Um fator que vai determinar a presença do público são as questões climáticas, já que o espetáculo é apresentado a céu aberto.

A encenação do Grupo Teatro do Oprimido contém aspectos que a diferenciam das demais encenações da comemoração. Temas como realidade social, econômica e política estão presentes na apresentação. A peça agrega questões reflexivas da Bíblia e do momento atual do país e, com isso, abrange um público maior.

“É dentro dessa dualidade que apresentamos o amor em contraposição e o combate ao ódio, a vida em sua plenitude contra a morte e os doutores da lei e da religião contra os princípios religiosos. É uma peça de profunda reflexão”, afirmou o diretor.

Por ser tradicional na cidade, Zgê acredita que a encenação do grupo tem uma representação teatral significativa. “Para a cidade, de um modo geral, é a referência teatral em um espaço significativo, seja espiritual, turístico, cultural ou artístico. Apresenta diversos aspectos: no tocante à proposta do grupo, sair da situação de oprimido sem se tornar opressor, seja através da inclusão social, seja por um espaço de discussão da cidadania, seja por experienciar práticas artísticas e ainda de reflexionar sobre a fé”, comentou Zgê Geraes.

Fonte: Folha da Manhã

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