Eleições e atendimento no hospital são discutidos na Câmara de Alpinópolis

Na reunião da Câmara Municipal, ocorrida na segunda-feira (08), os vereadores discutiram assuntos referentes aos serviços de urgência e emergência do Hospital Cônego Ubirajara Cabral, assim como fizeram suas análises sobre os resultados do pleito ocorrido no último domingo. Também foram votados dois projetos de lei, um relativo à criação de vagas para uma unidade de saúde a ser implantada no bairro Vila Betânia e outro à abertura de crédito para aquisição de materiais para o Departamento de Educação.

O vereador Guilherme Lima (PSD) abriu os pronunciamentos parabenizando a população pela renovação política que está sendo feita no país. Também falou sobre a tranquilidade da realização do pleito de 07 de outubro em Alpinópolis, opinião compartilhada pelos colegas Quinca do Tião Roberto (PTB), Paulina do São Bento (PTB), Sandra do Joaquim Itamar (PSDB) e José Acácio Vilela (PSDB), que complementou o discurso do colega citando os eleitos mais votados em Alpinópolis, notadamente Emidinho Madeira, Cássio Soares e Antônio Carlos Arantes.

O líder da oposição Rafael Freire (Avante) direcionou sua fala para a defesa de mais investimento nas unidades de saúde locais e criticou o sistema da ‘ambulancioterapia’, no qual os pacientes, muitas vezes de forma desnecessária, são removidos a outros centros para receber diversos tratamentos que poderiam ser realizados na cidade, principalmente nas dependências da Santa Casa de Alpinópolis. José Acácio disse que a prefeitura repassa, em dia, R$ 240 mil ao hospital, como pagamento pelos serviços de urgência e emergência – que é de responsabilidade do município – e que considera esse valor suficiente para a cobertura dessa natureza de despesa, mas no entanto, há somente um médico atendendo no local o que, muitas vezes, causa problemas e desconforto aos usuários, sendo necessário averiguar como está sendo feita a aplicação desse dinheiro.

Guilherme Lima, líder do governo, afirmou que o hospital, segundo a diretora do Departamento de Saúde Municipal (DMS), Maysa Marques Brasileiro, ainda não havia prestado contas do gasto total efetuado com o pronto-atendimento. Sandra do Nequinha (MDB), apesar de dizer que acha pouco o montante repassado pela prefeitura ao hospital, também criticou a questão de haver somente um médico atendendo no pronto-socorro. Disse que o acompanhamento relativo a esse problema tem que ser feito pelo Poder Executivo, em especial pelo prefeito e pela diretora do DMS, e também chamou a atenção devido a haver um número alto de atendimentos sobrecarregando a Santa Casa, sendo que o município conta com cinco PSFs, fato que causa, no mínimo, estranhamento.

Rafael Freire concordou com a colega no que diz respeito ao valor repassado pela prefeitura, que segundo ele não é muito, já que os gastos são difusos – envolvendo medicamentos, despesas com água e luz, encargos trabalhistas, etc. – e não apenas para pagamento de salário de médicos e outros profissionais de saúde. Esclareceu que o pronto-socorro não é uma obrigação do hospital e sim da prefeitura, sendo que a administração, por não ter estrutura própria adequada para instalar esse tipo de atendimento, compra o serviço da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Alpinópolis. Dessa forma, a responsabilidade pela cobrança da qualidade de atendimento na urgência e emergência deveria ser do prefeito e da diretora do DMS. Paulina do São Bento também opinou e disse que é preciso fazer reuniões constantes com os dirigentes da instituição, pois com diálogo o atendimento tende a melhorar.

Na abordagem de outros temas, Rafael Freire lembrou que a população, até o momento, espera um posicionamento em relação à questão da Copasa – altas tarifas e serviços insatisfatórios – e criticou deputados que não se manifestaram sobre esse problema, que vem prejudicando seriamente o planejamento financeiro das famílias alpinopolenses, muitas das quais estão endividadas. O parlamentar também criticou a falta de infraestrutura nas imediações da nova escola do bairro Vila Betânia, principalmente do que diz respeito à ausência de calçamento em uma rua que fica atrás da escola. Quinca do Tião Roberto disse que já existe planejamento para calçar a referida via e acrescentou que logo, neste mesmo bairro, haverá a implantação de um projeto de casas populares.

O PLC 011/2018 entrou em única discussão e votação, sendo aprovado por unanimidade. Esse projeto propõe uma alteração na LC 053/2006, tendo o fim de aumentar uma vaga para a função de enfermeira, uma de auxiliar de enfermagem e quatro para agente comunitário de saúde, visando atender o PSF a ser construído no bairro Vila Betânia.

O PLC 023/2018 entrou em única discussão e votação, sendo aprovado por unanimidade. Esse projeto propõe abertura de crédito especial que possibilitará receber verbas do FNDE para compra de materiais para o Departamento de Educação.

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