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VENTANIA E SEUS FOGUETEIROS SEM NOÇÃO


foguete pintura

O hábito de soltar foguetes deve ter sido trazido pra cá pelos primeiros moradores. Só pode. As vezes acho que seria muito mais característico o povoado ter se chamado, ao invés de São Sebastião da Ventania, de São Sebastião da Foguetaria. Para o leitor entender que não é nenhum exagero de minha parte, basta dar uma olhadinha em uma rara publicação chamada “Almanach Sul Mineiro”, escrito em 1874, que poderá conferir, entre as informações censitárias constantes sobre nosso arraial, o registro dos nomes de Agostinho José Vieira, Leopoldino Dias de Oliveira e Quirino Gonçalves Machado, classificados como FOGUETEIROS. Isso mesmo, no século XIX já havia fogueteiros profissionais por aqui. E, pelo volume crescente de fogos queimados, parece que ainda há muitos.

Salário do professor: descaso com a educação!

problemas-educacaoA Prefeitura de Alpinópolis prepara-se para lançar Edital de concurso visando preenchimento de novos cargos efetivos com vagas para eletricista, contador, operador de máquina pesada, pedreiro, coveiro, professor de recurso e professor de apoio. Os salários variam entre R$ 1091,88 e R$ 3.098,00.

Por incrível e absurdo que pareça, os salários mais baixos são para os cargos de professores para os quais se exige “graduação em normal ou superior ou pedagogia e especialização em educação especial”.

Corrupção que maltrata nossa cidade, nosso estado, nosso país

ventania_corrupçãoUm das declarações mais polêmicas da famigerada Operação Lava-Jato foi a afirmação do advogado do lobista Fernando Baiano de que no Brasil “não se faz obra pública sem acerto”. Para que o leitor fique esclarecido, o termo “acerto” significa pagamento de propina. O povo brasileiro precisa analisar friamente, longe dos sensacionalismos midiáticos, esta bombástica manifestação e ponderar se a mesma é totalmente verdadeira, parcialmente verdadeira, se foi feita apenas para justificar as irregularidades praticadas pelo cliente do dito advogado ou se todas as hipóteses são cabíveis. Seja qual for a resposta, o certo é que o país precisa estender a sua indignação com a rapinagem na Petrobrás, a maior estatal brasileira, para os pequenos assaltos cometidos aos cofres públicos em pequenas localidades, como a nossa, que acabam sendo aceitos passivamente. Parece que a tal da cultura da corrupção, apoiada em motes malditos como “todo mundo que entra lá rouba”, “rouba, mas faz” ou “na política é assim mesmo”, entrou definitivamente para a normalidade e em Alpinópolis não é diferente.