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História do abastecimento de água em Alpinópolis

Antiga Caixa D'Água de Alpinópolis, localizada no bairro Rosário. Foto: Alexandre Cardoso

Antiga Caixa D’Água de Alpinópolis localizada no bairro Rosário.
Foto: Alexandre Cardoso

Na atualidade a cidade de Alpinópolis conta com, praticamente, 100% dos domicílios e pontos comerciais/industriais abastecidos por água encanada. De acordo com o Sistema de Informação da Atenção Básica do Ministério da Saúde (Siab) 83,9% da população alpinopolense é servida pela rede pública de abastecimento (cerca de 4.798 famílias), 16% por poço ou nascente (cerca de 915 famílias, a grande maioria residente na zona rural) e 0,1% por outras fontes (cerca de 3 famílias). O município firmou convênio com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), no ano de 1982, logo após o prefeito Osvaldo Américo dos Reis sancionar a Lei Municipal nº 884, que concedeu à autarquia a exploração do atendimento de abastecimento urbano de água. A implantação definitiva dos serviços se deu no mandato seguinte, quando Alberto Gonçalves Freire chefiava o Executivo, e o município passou a ser, de fato, atendido pela concessionária. O antigo sonho de trazer a água tratada para Alpinópolis foi então realizado.

Festa do Reinado chega a sua 189ª edição em Alpinópolis

É fim de ano na Ventania! Época maravilhosamente envolvida por uma aura festiva, quando a cidade testemunha uma deslumbrante explosão de cores e cantos, algo difícil de ser descrito. Mas, para explicar a arte nada melhor que a própria arte, assim nos valemos dos versos do saudoso poeta Fiico Alvim, o Bola, para expressar tanta beleza e emoção: “…como está linda minha Ventania, terra de meus amores…”.

Terno Branco se apresentando na Praça São Benedito.

Período escravagista no arraial de São Sebastião da Ventania

Ilustração de Zumbi e Dandara - líderes da resistência negra

Ilustração de Zumbi e Dandara – líderes da resistência negra

O território onde atualmente fica a sede do município de Alpinópolis está ocupado desde 1779, portanto, há mais de 238 anos. Como a abolição da escravatura no Brasil aconteceu em 1888, é natural que os fazendeiros do arraial de São Sebastião da Ventania também fossem proprietários de escravos. E por aqui havia muita gente escravizada. Em 1840, por exemplo, a população local era composta por 1.973 habitantes, dos quais 1.475 eram livres e 498 cativos. Ou seja, mais de 1/4 dos moradores da freguesia eram escravos.

O Tiro-de-Guerra em Alpinópolis (1941)

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O tiro-de-guerra é uma instituição militar do Exército Brasileiro, encarregada de formar reservistas para esta força nacional. Sua origem remonta ao ano de 1902, com o nome de linhas de tiro, e a partir de 1916, no impulso da pregação de Olavo Bilac em prol do serviço militar obrigatório, se expande consideravelmente. Logo muitos municípios passaram a manifestar interesse em sediar esse tipo de organização militar, porém, de forma estratégica, apenas as cidades maiores de cada região conseguiam. Uma dessas sedes foi estabelecida em Passos, no ano de 1940, o que permitiu a extensão de seu atendimento a Alpinópolis no ano seguinte.

Sicoob Credialp completa 29 anos de atuação em Alpinópolis

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O Sicoob Credialp nasceu de um sonho. A vontade de pessoas dispostas a ampliar as exitosas experiências cooperativistas já realizadas em Alpinópolis, levou um grupo pioneiro a tomar frente em uma audaciosa iniciativa que viria culminar na constituição desta instituição de crédito apoiadora direta do produtor rural. Esse verdadeiro patrimônio do povo alpinopolense, sólido e atuante, completa hoje 29 anos.

O médico Dr. Rafael Flora Malzone

Praça Matriz em 1957, época em que Dr. Malzone clinicava em Alpinópolis.

Alpinópolis em 1957, época em que Dr. Malzone clinicava.

Dr. Malzone, natural de Nova Resende, médico formado em Curitiba-PR, chegou em Ventania no ano de 1926. Foi morador do casarão de Francisco Quirino dos Reis, hoje pertencente aos familiares de Albertino Gonçalves dos Reis, em cuja frente havia uma grande paineira. Antes, porém, se hospedou na “Pensão da Sá Chica Pedreira”. Foi ele quem trouxe o primeiro rádio para Ventania. Durante a Revolução de 1930 colocava o rádio na janela e o povo, sentado na grama, ouvia as notícias debaixo da paineira.

Prefeito Horácio Pereira Damásio

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Conhecer nossa história é fundamental para que possamos compreender o presente e planejar o futuro. A política sempre permeou de forma intensa o desenrolar do cenário histórico alpinopolense e essa efervescência das disputas eleitorais, que vemos ainda hoje na cidade, existe desde 1949, ano em que ocorreu seu primeiro pleito acirrado. É quando ganha consistência o nome de Horácio Pereira Damásio como uma das figuras centrais da que ficou conhecida como política “Pimenta x Jiló”.

O Canto da Verônica em Alpinópolis

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A Semana Santa sempre foi um período de grande apelo religioso e cultural em Alpinópolis, isso desde os tempos de São Sebastião da Ventania. É o tempo em que muitos católicos, que atualmente representam cerca de 89% da população, segundo o IBGE (Censo 2010), expressam sua fé, suas crendices e tradições populares.

Quem se lembra do Musilanche?

Fachada do Musilanche

 

♪ By the rivers of Babylon… there we sat down… ♬

♫  Ye-eah we wept… when we remembered Zion… ♩

Quem tem entre 30 e 50 anos de idade, com certeza, sempre que escuta esse trecho da canção “Rivers of Babylon” da banda Boney M, aperta os olhos recordando com doída saudade uma das mais emblemáticas casas noturnas alpinopolenses: o Musilanche.

VENTANIA, O ARRAIAL DO TOCO

Foto do ano de 2001 mostra Antônio Valeriano Filho no local do TOCO, atualmente final da Rua Aracaju, no Rosário.

Foto do ano de 2001 mostra Antônio Valeriano Filho no local do TOCO,
atualmente final da Rua Aracaju, no Rosário.

Por volta de 1924, uma estrada entre Ventania e Passos foi improvisada no leito do corredor para a passagem do “Fordinho de Bigode” pertencente a José Sebastião Moreira, conhecido por Nonzé, filho do Prof. José Bernardino de Vasconcelos, morador em Passos. O Fordinho era equipado com três pedais para marchas, rodas com raias de madeira, buzina de fora, capota conversível. As peripécias da viagem de Passos a Ventania foi contada por Antônio Gonçalves Sallum e publicada no jornal Correio dos Alpes em 30 de abril de 1988.