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Liberdade de imprensa em Alpinópolis

EDITORIALA queda da censura, ainda durante o regime militar, e a garantia de liberdade de expressão contundentemente redigida na Constituição Federal de 88, são marcos fundamentais na redemocratização brasileira. Essas conquistas espinhosas custaram sacrifícios ao povo.

Há que entender a liberdade de imprensa como uma capacidade que tem o individuo de publicar e acessar informação (usualmente na forma de notícia), através de meios de comunicação em  massa, sem interferência do estado. Embora a liberdade de imprensa seja a ausência da influência estatal, ela pode ser garantida pelo governo através da legislação. Ao processo de repressão da manifestação dos pensamentos e ideias é que chamamos de censura. E ela, discretamente, vem dando sinais de que pode estar voltando e, aos poucos, começa a sufocar a livre expressão.

POLÍTICA E ESGOTO SE MISTURAM

EDITORIAL

A administração municipal se esforça, e muito, para vender ao maior número de pessoas possível a ideia de que a implantação da autarquia municipal pré-denominada SASALP (Serviço Autônomo de Saneamento de Alpinópolis) é um negócio da China.  O grito vindo das bandas da prefeitura é um só: melhor pagar 60% (para a nova autarquia) do que 90% (para a COPASA) sobre o valor da conta de água. Segundo pregam, a primeira opção é uma grande vantagem e refutá-la soaria como um verdadeiro sacrilégio.

Em Alpinópolis há uma “política para a saúde” ou uma “política com a saúde”?

EDITORIALEm agosto comemorou-se o Dia Nacional da Saúde. Mas será que no Brasil, e notadamente aqui pelas bandas da cidade dos ventos, teríamos motivos para comemorar? A realidade do cidadão, que paga altíssimos impostos para receber um serviço de qualidade, nos diz que não. E não é por falta de dinheiro, pois basta uma rápida olhadela na Lei Orçamentária do Município de Alpinópolis para ver que há uma previsão de gastos de quase R$ 11 milhões para o setor em 2014. É para essa pasta que está destinado o maior montante de recursos dentro da Prefeitura de Alpinópolis, quase 30% de tudo que entra nos cofres públicos daqui. Então fica fácil perceber que o sistema de saúde no município carece mais de eficiência do que de verbas, ou seja, o problema tem mais a ver com desorganização, ineficiência e politicagem do que com falta de dinheiro. É triste encarar a realidade de que por aqui, como em muitas outras cidades brasileiras, existe uma “política com a saúde” e não uma “política para a saúde”.