Cantor Zé Geraldo se apresenta em show beneficente em Alpinópolis

 

No próximo sábado (12), à partir das 21h, o cantor Zé Geraldo fará uma apresentação acústica em Alpinópolis, cuja renda será revertida para o projeto beneficente ‘Na Contramão do Mundo’, desenvolvido por Maria Cecília Vilela Santos com a finalidade de proporcionar e ampliar oportunidades de trabalho para dependentes químicos da cidade e região. O evento contará ainda com a participação da artista alpinopolense Adriana Blyz e será realizado no espaço de festas ‘Roça do Fogão’, localizado na zona rural do município, na saída para o bairro Pacheco.

Com mais de 33 anos de carreira, Zé Geraldo tem 17 discos lançados, fora coletâneas e compactos, e já se apresentou em Alpinópolis em outras oportunidades, sendo a última ocorrida em agosto do ano passado. A obra desse artista funde o rock e a música caipira, estilo que foi definido pela mídia nos anos 1970 como ‘rock rural’. Seus shows batem recordes de público no Centro Cultural São Paulo e suas plateias absorvem suas canções como esponja. O cantor é um dos maiores representantes deste estilo que, só não virou gênero ainda, por não ter feito seguidores em número suficiente no meio.

Cecília Vilela vem, há nove anos, lutando para potencializar a realização do projeto social ‘Na contramão do mundo’. A iniciativa auxilia aproximadamente 40 adictos, de ambos os sexos, e também os chamados codependentes, que são as pessoas que possuem familiares ou amigos dependentes químicos, sendo afetadas diretamente pelo comportamento deles. A proposta central do projeto objetiva, em linhas gerais, promover geração de renda para estas pessoas, com o fim de deixa-las fora da marginalização.

“O principal objetivo do projeto é abrir as portas que estavam fechadas em relação à geração de emprego e fonte de renda. A intenção é acolher aqueles que não são acolhidos. Embora não tenhamos apoio político ou religioso, e caminhemos sozinhos com doações dos próprios atendidos e de outras pessoas. A cada dia que passa, o projeto expande um pouco mais”, relatou a ativista.

Os recursos arrecadados com este evento servirão, entre outras coisas, para dar sequência ao projeto da horta orgânica, implantado em um sítio a cerca de cinco quilômetros da cidade, onde os atendidos plantam, cuidam e colhem produtos da terra. A próxima investida é na produção de maracujá, que já despertou o interesse de uma grande empresa alimentícia para a compra das frutas produzidas.

Cecília Vilela explica que trabalhar com esse público é muitas vezes complicado, já que a causa gera muitos preconceitos, principalmente por conta do desconhecimento. ‘’A missão é não restringir ninguém, por isso não levantamos placas. É difícil mantê-los longe das drogas, algumas pessoas ainda me olham como se eu fosse o patinho feio da história, mas ver que o número de voluntários está crescendo, assim como a sensibilização das pessoas, me dá forças para seguir em frente. A conscientização é a chave para esse universo escuro que a dependência química proporciona. É de extrema importância ainda, conscientizar principalmente aqueles que não possuem esse problema em casa, pois são os que mais julgam’’, finalizou.

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