Câmara instala comissão para investigar obra de esgoto em Alpinópolis

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Na reunião desta segunda-feira (06) três vereadores do bloco de oposição da Câmara de Alpinópolis apresentaram requerimento pedindo a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar supostas irregularidades na execução da obra de esgotamento sanitário. Outro foco da investigação, segundo os proponentes, seria uma análise relativa à legalidade do processo que permitiu a assinatura do convênio entre a Prefeitura Municipal e o Estado de Minas Gerais, que posteriormente permitiu a cessão dos serviços de esgoto à COPASA, o que culminou em um aumento de 90% na conta do contribuinte local. Os parlamentares acreditam haver irregularidades em ambas.O presidente do PSOL de Alpinópolis, Donizete Mendonça, formalizou uma denúncia junto ao Legislativo contendo um amplo relatório detalhando a situação do complexo de esgoto e a forma como vem sendo administrado. O documento mostra imagens que indicam supostos problemas com a obra, como por exemplo, algumas estações elevatórias sem funcionamento, a existência de esgoto correndo a céu aberto e sendo despejado sem tratamento no Ribeirão Conquista, entre outros.

Diante disso os vereadores oposicionistas José Acácio Vilela (PSDB), Sandra do Joaquim Itamar (PSDB) e Sandra do Nequinha (PMDB) entraram com o requerimento para a abertura da CEI, sendo a mesma instalada na mesma reunião. A composição da comissão investigativa foi definida por sorteio, ficando o vereador Mauro da Ração (PR) como presidente, Rafael Freire (PTdoB) com relator, Quinca do Tião Roberto (PTB) como secretário e ainda Guilherme Lima (PSD) como suplente.

O vereador Rafael Freire esclareceu que o objetivo da comissão é levantar as informações e averiguar se, de fato, os indícios que apontam as supostas irregularidades tem fundamento. “Esta CEI foi instalada com a finalidade de investigar se as denúncias apresentadas pelo Psol, assim como as evidências levantadas pela oposição quanto ao processo de concessão à COPASA, são realmente fundamentadas. O trabalho da comissão será meramente investigativo, não cabendo a nós fazer qualquer tipo de julgamento. Caso sejam encontradas irregularidades, a Câmara irá fazer uma representação junto ao Ministério Público pedindo que seja ofertada denuncia contra os responsáveis”, pontou o relator.

Para discutir o polêmico assunto do esgoto, que tomou grande proporção na cidade, a Prefeitura Municipal irá realizar uma reunião pública na próxima quinta-feira (09), às 18h, no Teatro São Paulo. Na oportunidade estarão presentes o prefeito José Gabriel dos Santos Filho, o Zé da Loja (PSD), os vereadores, representantes da COPASA e da ARSAE, assim como a população. O objetivo do encontro será debater e esclarecer vários assuntos, como o valor da tarifa, as supostas irregularidades apontadas no processo de concessão, prestar informações sobre os serviços de água e esgoto, a possibilidade da revogação da lei, entre outras coisas.




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