Alpinópolis registra 33 casos e morte de um bebê por sífilis

sífilis_alpinópolisA grande incidência de sífilis que alcançou proporções nacionais, sendo inclusive classificada como epidemia pelo Ministério da Saúde, contaminou em Alpinópolis 33 pessoas e fez um bebê como vítima fatal, em 2017. Neste último ano, segundo a divisão de vigilância epidemiológica da Prefeitura Municipal, foi observado um aumento significativo na quantidade de casos em relação a 2016, quando houve apenas três registros na cidade. Esse crescimento, que mostrou uma progressão no número de casos superior a 10 vezes de um ano para o outro, colocou as autoridades em alerta.

Por meio de um boletim quadrimestral, editado pelo Departamento Municipal de Saúde, a administração informou que foi observado na cidade um grande aumento no número de casos de sífilis adquirida (contraída a partir de relações sexuais sem proteção), sífilis em gestantes e sífilis congênita (transmitida de mãe para filho durante a gravidez) o que vem causando preocupação nas coordenações de saúde locais.

Em Alpinópolis, no ano de 2016, foram verificados apenas três casos, sendo dois de sífilis adquirida e um de sífilis congênita. Já em 2017, com a chegada dos testes rápidos e o acesso à informação, foram notificados 33 casos, sendo 24 de sífilis adquirida, seis de sífilis em gestante e três de sífilis congênita. A nota ainda esclarece que o número pode ser muito maior, já que por trás desses casos confirmados certamente existem outros subnotificados, de parceiros, relacionamentos e pessoas que não se identificam e procuram a unidade de saúde.

Das três ocorrências de sífilis congênita, uma acabou provocando a morte de um bebê ainda dentro do útero da mãe. A família da vítima reside no bairro Vila Betânia e o falecimento ocorreu no mês de agosto do ano passado, devido a complicações causadas pela enfermidade.

Em Alpinópolis, o Centro de Vigilância em Saúde e as Unidades Básicas de Saúde (PSF) passaram a oferecer aos usuários testes rápidos, seguros e gratuitos em meados de julho de 2017. Toda a equipe de profissionais passou por treinamento e capacitação junto a Superintendência Regional de Saúde e Ambulatório Escola (AMBES) de Passos. O objetivo da administração é, segundo o boletim, providenciar um diagnóstico precoce das infecções sexualmente transmissíveis e, principalmente, promover uma redução das taxas de transmissão de HIV, bem como a eliminação da sífilis que é a infecção com maior significância de casos no município.

O Brasil registrou, nos últimos anos, um aumento vertiginoso nos casos dessa enfermidade infectocontagiosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Segundo dados do Ministério da Saúde, a doença, em sua forma adquirida, teve um crescimento de 5.174% entre 2010 (1.249 casos) e 2015 (65.878 notificações). Já a forma congênita, transmitida para o bebê durante a gravidez, teve um aumento de 851% entre 2005 (3.508 casos) até 2015 (33.381). Os números de 2016 e 2017 ainda não foram devidamente tabulados pelo governo.

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