Alpinopolense é destaque no 2º Simpósio Internacional Trabalho e Educação na Saúde

O farmacêutico José Rodrigues Freire Filho foi um dos protagonistas na realização do 2º Simpósio Internacional Trabalho e Educação na Saúde, acontecido nos dias 24 e 25 de julho, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). O alpinopolense, que atualmente é consultor internacional da Organização Pan-americana de Saúde (Opas/OMS), participou da mesa que encerrou o encontro discutindo o tema ‘A formação em Saúde: diálogos e conexões entre Educação Permanente e Educação Interprofissional’. O evento fez parte das atividades preliminares do 12º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, também realizado este mês no Rio.

Tezinho, como é conhecido em Alpinópolis, discorreu sobre a questão da incorporação da Educação Interprofissional (EI) às políticas de educação na saúde, esclarecendo sobre como essa linha vem sendo discutida no âmbito da Opas/OMS. De acordo com o consultor, a EI em saúde é uma abordagem educacional que traz em seu contexto o desenvolvimento de competências para o trabalho em equipe, onde dois ou mais membros atuam juntos com propósito explícito do desenvolvimento de competência na atuação em grupo. “Esse é o grande diferencial da Educação Interprofissional: ser um estilo educacional com abordagem pedagógica para o desenvolvimento proposital de competências e habilidades para as práticas colaborativas para o trabalho em equipe”, definiu.

O farmacêutico, que já atuou junto ao Ministério da Saúde, atualmente desenvolve diversas ações sobre educação em saúde no âmbito da Opas, entidade vinculada à Organização Mundial de Saúde, e vive na cidade de Washington – EUA. Em Alpinópolis, trabalhou no Departamento Municipal de Saúde por cerca de oito anos e foi um dos responsáveis pela reestruturação da farmácia municipal, criação de PSFs, implantação do Núcleo de Apoio à Saúde da Família – NASF, da Casa de Saúde da Mulher e do Centro de Atenção Psicossocial – CAPS. O profissional recentemente defendeu sua tese de doutorado na Universidade de São Paulo – USP.

No encerramento do simpósio, Tezinho compôs a mesa de debates juntamente com a diretora do Departamento de Gestão da Educação na Saúde (Deges/Ministério da Saúde), Cláudia Brandão, coordenadora do evento, Mario Rovere, médico-sanitarista e também consultor da Opas/OMS, e Ana Luiza de Oliveira, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Sobre a Educação Interprofissional, o alpinopolense complementou dizendo que há comprovada evidência de que essa estratégia pode contribuir para melhorias dos sistemas de saúde ao formar profissionais mais aptos para o trabalho em equipe. Também destacou que existem conexões entre a EI e a Educação Permanente em Saúde, estimulando diversos países a pensar as vantagens de formação visando a atuação em grupo nos ambientes da saúde. “É de grande valia mencionar que hoje os profissionais se formam separados para, na prática, atuarem juntos. Nas práticas de Educação Permanente em Saúde, que conta com diversos profissionais atuando de forma compartilhada, não há nada mais oportuno que o desenvolvimento de competências e habilidades do cotidiano do trabalho em saúde no desenvolvimento de modelos de formação que se utilize a EI”, concluiu o consultor.

Com informações e imagens do Portal EPSJV/Fiocruz

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